Alguns anos depois un grande melhoramento viria completar o ensino daquela Escola Politécnica: foi a criação do Jardim Botânico, devido a iniciativa de João de Andrade Corvo e do conde de Ficalho. O local onde vemos o valioso e útil jardim ainda em 1873 era terreno inculto, apesar disso, quatro anos depois de lançada a iniciativa já floresciam na terra prometedora mais de dez mil árvores. O maior número desses exemplares veio da Ajuda, oriundos das possessões portuguesas, mas em muito contribuíram também o jardim da duquesa de Palmela, o choupal do Dr. José do Canto, na ilha de São Miguel e o das Plantas de Paris.

Para realização desta importante obra de valorização do ensino muito concorreu um avultado donativo do Barão de Almeida Santos e o desvelado carinho do Estado, que não se poupava a esforços para dotar a Escola politécnica de todos os requisitos.

Nesses tempos, não era raro um homem rico abrir a sua bolsa em benefício da comunidade para em troca receber mercês reais: um título honorífico que lhe permitisse sair da obscuridade da sua origem e posição para subir a pouco e pouco os degraus da sociedade. Joaquim Antonio Nunes. Imagens de Lisboa. 1976.